Bolsa Família muda em outubro: novo valor de R$ 691, pagamentos antecipados e biometria preocupam beneficiários


Reajuste do Bolsa Família

No mês de outubro de 2026, o Bolsa Família irá passar por um importante reajuste, aumentando o valor mínimo de R$ 600 para R$ 691 por família. Esse ajuste representa uma atualização de 15,04% e é a primeira recomposição desde a implementação do programa atual em 2023. O novo valor foi definido pelo Decreto nº 13.120 e leva em consideração a variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026.

Além do valor mínimo, o reajuste também impacta os outros benefícios relacionados ao Bolsa Família. O benefício de Renda de Cidadania, por exemplo, aumenta de R$ 142 para R$ 164 por integrante da família. O Benefício Primeira Infância passará de R$ 150 para R$ 173 por criança de até seis anos, e o Benefício Variável Familiar sobe de R$ 50 para R$ 58 por integrante elegível. O Benefício Complementar garante que a soma dos valores recebidos pela família atinja o mínimo de R$ 691, significando que algumas famílias podem receber valores superiores ao piso.

Calendário de pagamentos de outubro

Os pagamentos do Bolsa Família em outubro terão início no dia 19, seguindo uma programação que respeita o final do Número de Identificação Social (NIS) dos beneficiários. O calendário estabelece que aqueles cujo NIS termina em 1 receberão o benefício no primeiro dia, com os depósitos se estendendo até o dia 30 de outubro para aqueles cujo NIS termina em 0. Essa programação é crucial, pois permite que os beneficiários se planejem para o recebimento do auxílio.

Bolsa Família


Embora se discuta a possibilidade de pagamentos antecipados, como o no sábado, 17 de outubro, é importante frisar que essa data não substituirá o calendário oficial. Qualquer liberação antecipada deve ser verificada nos canais oficiais, como o aplicativo Caixa Tem. Ademais, em situações de emergência, como calamidade pública, o governo pode unificar o calendário de pagamento para beneficiários dessas localidades, permitindo que possam movimentar os recursos no primeiro dia oficial.

Novas regras de biometria

Outra alteração significativa envolve a implementação de regras de identificação biométrica para os beneficiários do Bolsa Família. Em 2027, passará a ser necessário o registro biométrico para solicitar, manter ou renovar benefícios. O objetivo da medida é combater fraudes e assegurar que apenas pessoas elegíveis tenham acesso aos recursos. A Carteira de Identidade Nacional (CIN) será a principal referência para esse sistema, em que o CPF também será utilizado como número único de identificação.

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O processo de transição envolverá diferentes condições para aqueles que já possuem cadastro biométrico e os que ainda não atualizaram sua documentação. Aqueles com dados biométricos cadastrados até 31 de dezembro de 2026 poderão continuar utilizando documentos como o título de eleitor ou a CNH até o fim de 2027, após o que a biometria vinculada à CIN será a única forma de identificação aceita para o programa.

Gás do Povo e outros benefícios

Além do Bolsa Família, o programa Gás do Povo também trará novidades. A partir do dia 10 de cada mês, as famílias de baixa renda poderão acessar os vales para a troca de botijões de gás, conforme as regras estabelecidas para cada grupo familiar. A quantidade de recargas varia segundo a composição da família e a participação no Cadastro Único. Importante ressaltar que receber o Bolsa Família não assegura automaticamente o recebimento do Gás do Povo, sendo necessário atender aos critérios específicos do programa.

A combinação das novas regras, ajustes financeiros e a continuação do programa Gás do Povo indicam um período de revisão e possíveis mudanças no cenário dos benefícios sociais no Brasil, especialmente à medida que se aproximam as eleições de 2026. Contudo, até o momento não há informações confirmadas sobre cortes ou encerramentos do Bolsa Família, além do reajuste já estabelecido.