Bolsa Família impulsiona redução histórica do trabalho infantil, diz IBGE


Impacto do Bolsa Família na diminuição do trabalho infantil

O programa Bolsa Família teve um papel crucial na redução do trabalho infantil no Brasil, conforme revelam os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre 2024 e 2025, a diminuição no número de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil nos domicílios beneficiados pelo programa foi de 20,1%, equivalente a 144 mil jovens. Isso resultou em um total de 573 mil crianças e adolescentes nessa condição em 2025, uma queda significativa em relação ao ano anterior, onde o número alcançou 717 mil.

Os dados mostram que a redução no trabalho infantil nos lares assistidos pelo Bolsa Família representou mais de 95% do total da diminuição em âmbito nacional. Assim, a relação entre o auxílio financeiro e a diminuição do trabalho infantil é evidente, indicando que a renda proporcionada pelo programa ajuda a manter as crianças fora do mercado de trabalho, promovendo assim seu desenvolvimento.

Estatísticas de trabalho infantil em 2025

Em 2025, o número total de crianças e adolescentes trabalhando no Brasil caiu para 1,49 milhão, representando uma diminuição de 9,2% em relação ao ano anterior, o que é considerado o menor registro desde o início da série histórica em 2016. A taxa de trabalho infantil entre as famílias beneficiadas pelo Bolsa Família caiu de 7,3% em 2016 para 4,4% em 2025, quase alcançando a média nacional de 4,0%. Esse progresso indica um avanço significativo na luta contra o trabalho infantil e sugere que políticas sociais efetivas podem ter um impacto duradouro nesse problema.

trabalho infantil


Além disso, entre as crianças atendidas pelo programa, observou-se uma taxa de frequência escolar de 89,8%, que é superior à média nacional de 86,9% para crianças em situação de trabalho infantil. Isso indica que a assistência social não só tem levado à redução do trabalho infantil, mas também promovido a educação e a escolarização, sendo fundamental para o futuro dessas crianças.

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Comparativo entre famílias beneficiadas e não beneficiadas

As famílias que se beneficiam do Bolsa Família apresentam um rendimento médio mensal real domiciliar per capita de R$ 660, comparado a R$ 1.990 nas famílias não beneficiadas. Essa discrepância evidencia a importância do programa na garantia de uma renda mínima que pode ajudar a evitar que as crianças ingressem no trabalho precoce. Em 2025, 34,2% das crianças em situação de trabalho infantil nas famílias atendidas pelo Bolsa Família estavam envolvidas apenas em atividades produtivas para o próprio consumo, como cultivo agrícola e criação de animais, um percentual maior do que os 23,9% observados entre o total nacional.

A trajetória de redução do trabalho infantil nas famílias assistidas pelo Bolsa Família mostra que, além de suprir necessidades básicas, o programa promove um ambiente mais propício ao crescimento e à educação das crianças, algo que é vital para o desenvolvimento social e econômico do país.