Reajuste do Bolsa Família é regular e não eleitoreiro, sem quebrar regras fiscais, diz Moretti


No dia 20 de outubro de 2026, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, defendeu em entrevista que o reajuste do Bolsa Família anunciado recentemente não é uma medida eleitoreira. Segundo ele, essa atualização foi realizada com base em um espaço fiscal descoberto, mantendo a regularidade fiscal e orçamentária.

Defesa do reajuste pelo ministro Moretti

Na última terça-feira, 20, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou em entrevista ao SBT News que o reajuste do Bolsa Família em 15,04%, divulgado antes do primeiro turno das eleições, não se trata de uma medida eleitoreira e foi realizado dentro das normas fiscais e orçamentárias estabelecidas. Segundo ele, a atualização foi possível devido à identificação de um espaço fiscal, garantindo que os recursos não demandassem novas receitas.

Moretti enfatizou que o reajuste do Bolsa Família consistiu em uma atualização monetária necessária para que as famílias mais vulneráveis do país mantivessem seu poder de compra. Ele garantiu que a ação foi conduzida de acordo com as legislações vigentes e que não houve qualquer desvio das regras fiscais.

reajuste do Bolsa Família


Atualização e legitimidade do reajuste

O ministro destacou que a proposta de reajuste do Bolsa Família foi discutida com a equipe econômica, a qual apresentou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a possibilidade de implementar a correção, sendo esta autorizada apenas após a comprovação da existência de espaço fiscal. Moretti reforçou que o processo de atualização foi feito dentro da legalidade, o que evidencia a responsabilidade fiscal do governo.

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Ele reiterou que todas as ações tomadas foram em conformidade com o que a legislação determina, e que não foram propostas aumentos de recursos além do que já estava previsto. Em sua explicação, afirmou: “Aqui não tem pecha eleitoreira, aqui ninguém quebrou regra fiscal”.

Crítica à oposição e contexto fiscal

Moretti, durante a entrevista, criticou a oposição, apontando que o debate sobre o Bolsa Família deve ser baseado em uma perspectiva fiscal responsável e não em cortes drásticos que possam prejudicar o programa. Ele se referiu a propostas ameaçadoras de cortes discutidas por alguns membros da oposição como preocupantes, especialmente considerando que as condições do programa foram prejudicadas pela administração anterior, liderada por Jair Bolsonaro.

A proposta do governo atual é a de garantir a continuidade e expansão do Bolsa Família, sem comprometer sua sustentabilidade financeira. O foco, segundo Moretti, é assegurar que a população vulnerável tenha seus direitos garantidos, sem que isso envolva ações que possam ser interpretadas como eleitoreiras.