Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que ficou nervoso ao saber que o Bolsa Família não tinha recebido reposição da inflação. Em sabatina ao SBT, o presidente afirmou que a recomposição inflacionária é uma obrigação.
A declaração ocorreu após o governo anunciar, em meados de setembro, um reajuste no benefício. Lula relacionou a decisão à abertura de espaço fiscal, ao comentar uma conversa com a equipe econômica.
As famílias atendidas pelo programa estavam entre as afetadas pela mudança, com pagamentos reajustados previstos para começar em 19 de outubro de 2026, conforme o calendário citado na notícia. A data ficava menos de uma semana antes do segundo turno das eleições.

Na entrevista, Lula também abordou a responsabilidade fiscal e a renegociação de dívidas, tema para o qual mencionou uma terceira edição do Desenrola. O presidente sustentou que as medidas cabiam nas possibilidades fiscais e do Orçamento.
Lula diz que reposição da inflação é obrigação e defende reajuste de 15,04%
Ao comentar as medidas anunciadas perto das eleições, Lula afirmou que não deixaria de conceder um benefício que considerava possível apenas por causa do calendário eleitoral. A declaração foi feita durante sabatina ao SBT.
O presidente também recordou que o valor de R$ 600 havia sido mantido em 2023. Segundo ele, a recomposição do benefício precisava ser tratada como uma obrigação, e não como uma decisão condicionada à disputa eleitoral.
O calendário de pagamentos foi antecipado e unificado a partir de 21 de outubro de 2026, de acordo com a notícia. Com essa organização, todas as famílias deveriam receber antes do confronto nas urnas entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Presidente afirma que medidas cabem no Orçamento e comenta renegociação de dívidas
Questionado sobre o caráter populista das medidas, Lula disse que as iniciativas aprovadas estavam dentro das possibilidades fiscais e do Orçamento. O presidente também afirmou que, nos oito primeiros anos de seus governos, houve superávit primário em todos os anos.
Lula declarou que o governo estava gastando apenas o que considerava possível e criticou as projeções recorrentes de rombo fiscal feitas no começo do ano. Ao tratar da dívida com o sistema financeiro, que chamou de principal problema, reclamou da pressão que, segundo ele, ocorria diariamente.
Sobre a renegociação de dívidas, o presidente afirmou que as duas edições do Desenrola tiveram resultado, mas não atenderam toda a demanda. Por esse motivo, disse que foi necessária uma terceira edição, estruturada por meio de leilão das dívidas.

Olá, eu sou Bruno, editor do blog QualificaSP.com, dedicado ao universo da capacitação profissional e do empreendedorismo.
